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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Casamento Vs. Outras formas de amor



Vou entrar em um tema um bocado polémico, mas que não podemos ocultá-lo assim como se não existisse.

Na verdade o casamento, nas suas diversas formas, reflecte o resultado da evolução do Homem. Como prática social, tornou-se um acto público e revela os costumes de uma sociedade. É uma declaração de promessas privadas e motivo de celebração.

Mas o que consideramos verdadeiramente como casamento?
A tradição ainda é o que era?
Antigamente, a maioria das pessoas casava apenas para constituir família. O papel das mulheres era de submissão e passividade. Ensinadas a serem boas esposas e mães, abdicavam de ambições pessoais. A maioria não tinha uma profissão, a sua única preocupação era cuidar da família. Isto, financeiramente, tornava a esposa totalmente dependente do marido. Era a figura paternal que ditava "quem dá o pão, dá a educação". 

A grande mudança na instituição familiar verifica-se após a II Guerra, com a igualdade de direitos. A partir daí alteram-se as mentalidades, bem como o papel da mulher na sociedade. Ela conquista terreno e, hoje, além de esposa e mãe, tem uma carreira profissional, o que lhe dá responsabilidades fora de casa e menos tempo para cuidar da família, tarefa que partilha com o marido. Algumas preferem até 'casar' com o trabalho e serem independentes, a terem marido e filhos. Outras, optam por ser mães solteiras. Estes casos, no entanto, ainda constituem uma minoria. Muitas jovens continuam a querer concretizar o 'sonho de menina': encontrar o homem ideal e casar de branco, véu e grinalda. Para estas, a tradição do casamento, ainda que com algumas variações, continua a ser o que era.

O casamento em Portugal
Segundo um estudo do Centro de Investigação e Estudo da Sociologia (CIES) a taxa de nupcialidade, em Portugal, depois de subir até à década de 70, desce acentuadamente até ao presente, tendo o divórcio aumentado também a partir dos anos 70. Hoje, a vida familiar regista a igualdade entre os cônjuges, novos padrões educativos e valorização do indivíduo. Mantêm-se, ainda, os contrastes entre o Norte e o Sul do país. A Norte regista-se uma percentagem elevada de casamentos católicos e um menor número de nascimentos fora do casamento. A Sul uma percentagem alta de casamentos civis e de divórcios, assim como um maior número de nascimentos fora do casamento. Apesar de tudo, Portugal ainda é o país da Europa onde se efectuam mais casamentos, seguido do Reino Unido. 

Há de acrescentar, que recentemente em Portugal se fizeram mudanças legislativas que passaram a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o qual é um grande avanço para uniões de facto marginalizadas (muito mais) que as uniões de facto entre pessoas de sexo diferente. O que também contribuiu numa subida da taxa de nupcialidade a partir de 2010. (fonte: www.pordata.pt) 

A União de facto ou união estável é o instituto jurídico que estabelece legalmente a convivência entre duas pessoas, que para tanto seja aprovada que a "união estável" é Similar ao casamento civil. À luz da legislação portuguesa é “a situação jurídica de duas pessoas que, não sendo casadas entre si ou com outrem, independentemente do sexo, vivam em condições análogas às dos cônjuges, há mais de dois anos”

Outros costumes



A monogamia é a forma mais aceite de união marital. Mas, em certos países, existe também a poligamia. Esta modalidade inclui a poliandria, organização familiar em que uma mulher tem legalmente vários maridos. Está limitada ao Sudeste da Índia e ao Sri Lanka, em comunidades onde a prática de infanticídio feminino resulta num défice de mulheres. A poligenia, outra forma de poligamia, rege-se por uma lei que permite ao homem casar com várias mulheres. Isto verifica-se nos países islâmicos, em que o homem pode ter até quatro esposas. Já na Índia, um homem pode casar com o número de mulheres que quiser. Actualmente, em Marrocos, a poligamia continua a existir, com maior incidência nas povoações mais arcaicas e rígidas.

Para um muçulmano, ter mais do que uma mulher é sinal de poder e riqueza. A primeira esposa tem regalias relativamente às restantes: é seleccionada pela posição social e pelos dotes e tem um papel importante na organização da casa; o marido só poderá casar de novo se ela concordar. 
A idade e a beleza determinam a escolha das outras esposas. Ao casar-se mais do que uma vez, o homem muçulmano compromete-se a proporcionar condições iguais a todas as mulheres, afectiva e materialmente, de modo a manter a harmonia do lar. Não obstante, a mulher marroquina vive com medo de ser trocada ou de o marido pedir o divórcio. Como o marido é proprietário dos bens da família, a mulher abandonada fica, normalmente, na miséria. Não raro, os homens arranjam os mais insólitos pretextos para culpabilizar as esposas pelo divórcio, de modo a que elas fiquem também sem qualquer tipo de pensão.

Também existe o Poliamor que é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos, não devendo no entanto ser confundido com pansexualidade.
Poliamor é frequentemente descrito como consensual, ético, responsável e não-monogâmico. A palavra é por vezes utilizado num sentido mais amplo para se referir a relações sexuais ou romântico que não incluem apenas sexo, embora haja discordância sobre quão amplamente se aplica; a ênfase na ética, honestidade e transparência como um todo é amplamente considerada por seus defensores como crucial para definir sua característica.
Em outras palavras, o poliamor como opção ou modo de vida, defende a possibilidade prática e sustentável de se estar envolvido de modo responsável em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com vários parceiros simultaneamente.
Praticado nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e no Brasil.






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